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sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Cap 6

Romênia, 1449

Ele já havia feito seu trabalho, não se incomodava com o fato de ver sangue todos os dias, de causar esse sangue, era um matador, com o tempo aprendera a gostar, fosse na forca, na espada ou no fogo, era o melhor, nunca hesitava, a vítima pedindo para ser poupada só o deixava com mais vontade de matar. Era adorado pelo clero, não só por matar os inimigos da igreja, mas por caça-los também.

Havia chego a sua nova missão, descia do cavalo em frente a uma mansão, típica de um nobre do nível do Conde Vlad Drakul, tinha de leva-lo para interrogatório, era suspeito de bruxaria, ou aceitava ser levado pelo carrasco, ou se acertava com ele, ou pior, com o enorme exército do clero.

-- Boa Noite, Sou Dmitri Andreievich, vim a mando do clero – apresentou-se aos dois guardas em frente ao portão – preciso falar com o conde.

-- Avise ao conde que o clero mandou mais um pombo-correio – ordenou o guarda para um garoto que andava dentro do castelo.

-- Deixe-o entrar – ordenou o conde.

-- Sou...

-- Sei quem você é Dmitri Andreievich, portanto nem direi para não se assustar com os corpos – interrompeu o conde mostrando vários corpos empalados.

-- É suspeito de bruxaria e me mostra seus corpos? O senhor é louco?

-- Não lhe mostrei nada, apenas disse para não se assustar e eu não sou bruxo – caçoou.

-- Não disse que é, disse que é suspeito – corrigiu.

-- E vou ser levado para interrogatório? – perguntou o conde

-- Exatamente - afirmou

-- Aquele interrogatório pacífico onde te afogam, te queimam, te cortam e te esticam, enquanto não confessar? Obrigado, mas não quero ir, diga isso ao padre.

-- Ele disse para leva-lo, nem que seja em pedaços – ameaçou.

-- Eu não vou, se quiser me forçar aproveite, não estou armado e meus homens não farão nada que eu não mandar.

Antes que pudesse captar o que o conde disse, sentiu o lado direito do seu rosto ficar dormente e o sangue saindo de seu supercílio, rapidamente levantou e tentou atacar o conde que com uma agilidade impressionante desviava de todos os golpes. E após várias tentativas de golpeá-lo, levou uma joelhada na barriga e sentiu o ar fugir de seus pulmões.

Dmitri rolou no chão e apalpou a cintura em busca da adaga que sempre trazia consigo.

-- Está procurando isso? – perguntou o conde, com a adaga na mão – sua mãe não lhe ensinou que é errado usar armas contra um homem desarmado? – debochou o conde fincando a adaga na mão de Dmitri.

Um grito de dor tomou conta de toda a casa do conde.

-- Acho que não vou ao interrogatório, mas você não voltará de mãos abanando, aliás, você não voltará. – disse desenterrando a adaga da mão do carrasco e fazer um corte no próprio pulso com ela.

-- Você é louco?

-- Beba – disse colocando o pulso ensangüentado na boca dele.

Dmitri sentiu uma forte queimação dentro de sua garganta ao engolir as primeiras gotas do sangue amaldiçoado.

-- Entre e descanse, não saia enquanto o sol estiver sobre o céu e amanhã será outro tipo de matador.