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quarta-feira, 6 de maio de 2009

Capítulo 5

A casa de Dmitri e Belle era enorme, na verdade não era uma casa, não havia vizinhos, era uma fábrica falida, Dmitri comprou o terreno, após a fábrica anunciar falência, obviamente ele mantinha a fábrica fechada, mas ainda mantinha a fachada da extinta Santinelli artigos esportivos.

Após comprar o local, Dmitri apenas preocupou-se com mobília, o principal motivo da compra da fábrica, era não haver janelas, apenas algumas bem pequenas em alguns locais, o sol não entrava.

Como você já sabe, eles não dormem, ou melhor, não se sentem cansados, se dormem é para passar o tempo. Dmitri passava os dias na sua enorme biblioteca, com mais de cem mil volumes e com algumas raridades acumuladas durante quase 600 anos, como manuscritos de Agatha Christie, até livros famosos, como um de uma escritora brasileira em ascensão, ele ficava ali o dia todo, sentado na sua poltrona preta e vermelha, lendo ou relendo alguma coisa.

Belle adorava pintar, a casa, era repleta de quadros pintados por ela, ela adorava um quadro ainda incompleto, que ocupava toda a parede, chamava-se “lembranças”, nunca seria terminado, sempre ela pintava mais alguma coisa, começava com seu nascimento, passava por Da Vinci, por alguns nobres até chegar na sua parte favorita, que retratava Dmitri dando-lhe o seu sangue, a marca da imortalidade, a sua transformação.

A partir do momento em que foi transformada por ele, sentiu-se no dever de acompanhá-lo e de protegê-lo, daria sua vida por ele se fosse necessário.

sábado, 2 de maio de 2009

capítulo 4 parte 2 (Dmitri)

Ele se movia tão rápido que um humano não podia enxergá-lo, até que a camiseta preta e a bermuda jeans escura ajudavam a ser invisível. Não demorou muito para chegar ao centro. Sentou-se no telhado do prédio mais alto, ninguém subia ali, servia para pousar helicóptero, provavelmente o dono achou que ganharia dinheiro suficiente para vir trabalhar de helicóptero todos os dias. Ficou observando os humanos normais voltando para casa, sempre esperava até meia-noite, assim não se preocupava com testemunhas. Continuou sentado observando, esperando o tempo passar.

Meia-noite, ele saltou direto ao chão, isso seria suicídio para qualquer humano, mas ele tocou o chão, como se tivesse dado apenas um passo a frente, ninguém o via a iluminação da praça era péssima, o que favorecia assaltos, estupros e coisas do gênero. De onde estava Dmitri via, dois viciados e um provável assaltante esperando alguém passar, deu a esse assaltante a chance de sobreviver, dependeria apenas dele, se Dmitri passasse tranquilamente ele viveria, se o abordasse, morreria tão rápido que teria de perguntar ao capeta o porquê da sua morte.

Quando estava a cerca de vinte metros, deixou as presas saltarem, manteve a boca fechada para não assustá-lo, antes mesmo de chegar perto da árvore foi abordado, quando o meliante preparava-se para falar alguma coisa, Dmitri o atacou e em poucos segundos ele estava morto no chão.

Dmitri se quer olhou para o corpo, limpou a boca suja de sangue e seguiu pela rua, sempre fazia o caminho de volta pela rua, não tinha medo de ninguém, era um vampiro e se alguém quisesse virar almoço, ele agradecia, vampiros sentem sede, mas nunca ficam de barriga cheia.

capítulo 4 part 1 (Belle)

Como normalmente acontecia, Belle entrou sem pagar, adorava essa política de “mulher não paga até 00:00”, assim economizava o dinheiro que roubava de suas vítimas – Elas não mais precisar mesmo – pensava antes de roubar.

O cheiro de cigarro invadia suas narinas e impregnava em sua roupa, ela odiava cheiro de cigarro, devido a isso, raramente atacava fumantes, logo uma maneira de se livrar de vampiros é se entregando ao vício da nicotina, a maioria detesta, diz que tira o gosto do sangue. O forte cheio de bebidas também a incomodava, mas não estava ali pra procurar cheiros agradáveis, iria matar e não visitar uma perfumaria.

Foi abordada por um homem antes de cruzar metade do local, mais um com aquelas cantadas manjadas e ridículas, sempre se perguntava se isso funcionava com alguém.
Sentou-se em uma mesa, alguns homens perguntavam se estava esperando alguém, ou se queria beber alguma coisa, ela recusava os pedidos com certa ignorância, apenas os ignorava por um motivo, seu “prato favorito”, era raro encontrar um AB-, por isso normalmente era obrigada a ficar com A- sua segunda opção.

Já estava ficando cansada de esperar quando seu nariz identificou um AB- entrando, Belle foi ao seu encontro – feio, estranho e com cara de desesperado. Presa fácil - pensou ela, olhando para o rapaz a sua frente, não sabia se era o tamanho do nariz que afastava as mulheres ou se simplesmente elas não conseguiam chegar perto com medo de acabar o ar.

- Oi – cumprimentou ela – Qual seu nome? – queria ser rápida, estava com sede, mas não podia atacá-lo ali.

- Peter – respondeu tímido.

- Peter, vamos conversar lá fora? Aqui ta muito barulho – sugeriu ela saindo.

Não precisou esperar um minuto se quer, ele apareceu com um olhar de criança ao ganhar o brinquedo que tanto deseja.

- Vem aqui – pediu mordendo o lábio inferior

Ele mal se aproximou e ela o puxou dando-lhe um beijo no pescoço, o suficiente para ele sentir calafrios e para ela conseguir o que queria, que o coração dele disparasse.

Já podia sentir o gosto do sangue dele na ponta da língua, quando deixou os caninos crescerem e o mordeu, ele se quer gritou, em pouco tempo, um frenesi tomou conta do corpo dela, só voltou a si quando não havia mais sangue.